Saiu na Folha de São Paulo, na quinta do feriadão: “Philip Roth vence prêmio Príncipe de Astúrias das Letras. DE SÃO PAULO - O escritor americano Philip Roth ganhou na manhã de ontem o prêmio espanhol Príncipe de Astúrias das Letras 2012. O júri justificou a escolha afirmando que Roth cria uma "complexa visão da realidade contemporânea". Autor de "O Complexo de Portnoy" e "O Teatro de Sabbath", entre outros, ele vai receber 50 mil euros (cerca de R$ 126 mil)”. Sou fã de carteirinha desse escritor americano. Gostei muito de Indignação, Homem Comum, A Marca Humana, Nêmesis. Já está em minha estante Patrimônio, seu mais novo romance. Está lá, olhando pra mim. Eu de olho nele. Logo a gente se encontra. Dizer se um romance é bom ou não é algo muito pessoal. Basta ver as resenhas de meia dúzia de entendidos. Tem livro que funciona pra um e não funciona pra outro. Como disse Lucas Murtinho, “qualquer juízo sobre qualquer obra de arte é potencialmente defensável”. Há muitos elementos em jogo que interferem na aprovação ou na recusa de um romance, inclusive a própria experiência de leitura de quem está engolindo o texto. Para mim, Philip Roth funciona. Seus livros têm enredo. O processo narrativo sai da mesmice. Há um forte trabalho de linguagem, com léxico acessível, gostoso de ler. Os temas abordados são impactantes. Ele sabe provocar. Inquietar. E não é esse o objetivo maior de qualquer literatura?
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